Utilizando tornozeleira eletrônica,
Sara Winter deixa a prisão
A ativista Sara Winter foi liberada da
Penitenciária Feminina do Distrito Federal nesta quarta-feira (24;JUN) e
saiu utilizando tornozeleira eletrônica por determinação de Alexandre de
Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Moraes também determinou a substituição
das prisões temporárias dos seis integrantes do grupo “300 do Brasil”
por medidas cautelares.
Além de Sara, foram soltos Renan de Morais Souza, Érica Viana de
Souza, Emerson Rui Barros dos Santos, Arthur Castro e Daniel Miguel.
A saída de Sara e dos demais ocorre após
decisão da Justiça de não prorrogar o pedido de prisão temporário por
mais cinco dias, como havia pedido o ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF). Sara estava presa em cela isolada por risco de
retaliações internas.
Os advogados de Sara entraram com uma
ação de impedimento contra o ministro Alexandre de Moraes, no próprio
STF para impedi-lo de comandar o inquérito 4.828, que investiga os
chamados atos “antidemocráticos”. A defesa de Sara também quer a
nulidade de todos os atos de Moraes.
Proibições
O ministro proibiu que os ativistas
falem entre si e com os demais investigados no inquérito que corre no
STF; pediu a imediata instalação de monitoração eletrônica, com
expedição de mandado do qual conste endereço da residência, domicílio ou
local de trabalho dos investigados; a indicação de recolhimento diurno e
noturno, sem autorização de saída de área delimitada, exceto mediante
autorização prévia; e, caso as saídas sejam autorizadas, que os
envolvidos mantenham distanciamento de um quilômetro dos edifícios do
Congresso Nacional e do STF, além dos demais investigados no inquérito.

Nenhum comentário:
Postar um comentário