O ex-ministro da educação (MEC), Abraham Weintraub no Banco Mundial será de R$115.000 mensais (US$ 21.500)
Ontem foi anunciada (19/06) a demissão do ministro da Educação pelo presidente Jair Bolsonaro, e o Ministério da Economia confirmou a indicação para a vaga de diretor-executivo do grupo de países - conhecido como Constituency - que o Brasil lidera no Banco Mundial.
Com a remuneração, Weintraub terá um aumento de renda em reais, já que o salário de ministro é de R$ 31 mil mensais, o teto do funcionalismo público.
A indicação ainda depende da aprovação dos demais países membros do grupo: Colômbia, Equador, Trinidad e Tobago, Filipinas, Suriname, Haiti, República Dominicana e Panamá.
O governo brasileiro apresentou o currículo ao anunciar a indicação, a de Weintraub: mais de 20 anos de atuação como executivo no mercado financeiro, economista-chefe e diretor do Banco Votorantim, além de CEO da Votorantim Corretora no Brasil e da Votorantim Securities no Estados Unidos e na Inglaterra.
A atuação de Weintraub no banco Votorantim foi motivo de ironia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em entrevista coletiva ontem, que cometeu uma grande gafe: "Para o Banco Mundial? Porque não sabem que ele trabalhou no Banco Votorantim, que quebrou em 2009 e ele era um dos economistas do banco." sendo que ele trabalhou no Banco Votorantim até 2012.
Weintraub também foi sócio da gestora de fundos Quest Investimentos, integrou o Comitê de Trading da BM&FBovespa e o Comitê de Macroeconomia da Associação Nacional das Instituições do Mercado Financeiro (Andima). Na Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord) atuou como conselheiro do Comitê de Macroeconomia.
O economista é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e possui mestrado em Administração e MBA Internacional. Foi um dos responsáveis pela elaboração do Plano de Governo de campanha do presidente Jair Bolsonaro em 2018. No governo Bolsonaro, Weintraub foi secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República. Deixou o cargo quando foi nomeado ministro da Educação.



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