A derrubada Abraham Weintraub - Por Faunas políticas
Pressionado, Bolsonaro se despede de Weintraub, que deixa Ministério da Educação, ele assumirá uma função no exterior. Carlos Nadalim e Ilona Becskeházy são cotados para sucedê-lo, mas centrão e generais têm outros planos para o governo.
O Governo Federal deverá anunciar o mais breve, talvez ainda hoje, a saída do ministro da Educação, Weintraub. Ele deixará o comando da pasta e provavelmente será designado para um cargo no exterior.
O professor e economista paulistano Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub assumiu o MEC em 8 de abril de 2019, sucedendo o professor Ricardo Vélez Rodríguez, que permaneceu apenas 100 dias à frente da pasta. Desde o início, Weintraub mostrou-se um guerreiro político e um dos mais leais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios. Ao mesmo tempo, o novo ministro travou uma incansável luta contra as três espécies que desejam apossar-se do riquíssimo MEC: as capivaras da velha política, os tubarões do globalismo e as hienas da esquerda. A luta em várias frentes fez de Weintraub um ministro popular e bastante enaltecido pela militância governista.
Entre as realizações de Weintraub, destacam-se a Política Nacional de Alfabetização, concebido e desenvolvida pelo secretário de Alfabetização do MEC, professor Carlos Nadalim. Recentemente, o trabalho de Nadalim ganhou uma importantíssima aliada: a consultora educacional Ilona Becskeházy, que assumiu a Secretaria Nacional de Ensino Básico.
Abraham Weintraub conquistou a admiração do povo após a divulgação do vídeo da reunião ministerial, no dia 22 de maio. Em momento da reunião, o ministro aparece dizendo aquilo que a maioria dos brasileiros de bem pensa sobre o STF. Isso foi a sua glória, e porém também a razão de sua queda. Implacavelmente perseguido, Abraham foi transformado em amigo número 1 do povo — chegando a ser carregado nos braços de manifestantes, quem jamais imaginaria um ministro da Educação em semelhante situação? — e inimigo número 1 da amadíssima Suprema Corte brasileira.
O Brasil sofre, pois passa por uma metamorfose, onde essa transformação muito dolorida, onde as pessoas de bem estão pagando um preço muito alto, aí vem a pergunta, será que pagarão com suas vidas? Pois com as suas liberdades já estão pagando.


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